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A fadiga na esclerose múltipla

A fadiga é o sintoma mais comum da esclerose múltipla. É descrita como um cansaço intenso que não tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física. Pode ocorrer diariamente e mesmo após uma noite de descanso. Tende a piorar com o progredir do dia e a agravar com o calor e a umidade. Aparece facilmente e de repente. É geralmente mais severa que a fadiga normal e é mais provável que interfira nas responsabilidades diárias.

Existem alguns tipos de fadiga que podem ocorrer na EM:

Fadiga muscular em braços e/ou pernas após exercícios repetitivos como andar longas distâncias, fazendo com que o membro falhe e também ocorra uma sensação de fraqueza. Isso é causado por um bloqueio do impulso nervoso e o ideal é parar de andar ou realizar o ato repetitivo para que a condução nervosa reinicie.
Fadiga por falta de condicionamento físico: ocorre quando os músculos são pouco utilizados. É um ciclo vicioso, pois quem experimenta uma fadiga intensa acaba evitando atividades físicas – sedentarismo.
Fadiga relacionada à incapacidade ou invalidez: ocorre o impacto da EM no controle muscular, coordenação e força, levando a um aumento nos esforços e gasto de energia para realizar tarefas rotineiras.
Fadiga relacionada à depressão.
Fadiga induzida por medicação.
Fadiga causada por distúrbios do sono.

A fadiga é um dos sintomas mais característicos da Esclerose Múltipla e é o diferencial da doença em relação a outras doenças neurológicas.

O importante é nunca deixar com que a fadiga se manifeste, ou seja, dê sempre intervalos de descanso após ou durante um exercício ou uma atividade física qualquer, ou até mesmo após tarefas realizadas em suas Atividades de Vida Diárias (AVD´s).

Por fim, espero que esta abordagem do sintoma possa contribuir positivamente para sanar possíveis dúvidas de pessoas com EM , seus acompanhantes ou familiares.

Ricardo Cezar Carvalho
Fisioterapeuta

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